Último Dia
Eu fiquei em Carazinho e,no dia seguinte, segui para Balneário de Camboriú onde cheguei por volta das 14 horas e reencontrei a família. Cheguei em Blumenau às 19 horas do dia seguinte ( 10/1/10 ) para voltar a trabalhar às 8 horas da manhã seguinte ( por isso estou muito cansado! )
O pessoal seguiu naquele mesmo dia 8/1/10 e , depois de chuva, muito cansaço e sofrimento ( o Doctor perdeu uma das lentes de contato!) , todos chegaram em Blumenau sãos e salvos por volta da 1:30 hs da madrugada do dia 9/1. Encontraram com os familiares no Madrugadão próximo do Clube Guarani e foram dormir por volta das 5 da manhã.
Na terça-feira, dia 12/1, alguns se encontraram no Gika’s mas a maioria não compareceu, provavelmente ainda colocando em dia o cansaço acumulado. Estamos todos felizes por termos conseguido vencer este desafio, mostrando para nós mesmos que nossa saúde está boa ( foi um teste e tanto!) e que distância, tempo ruim, frio, rípio, chuva, longas jornadas e vento contra não nos assustam mais. O sentimento de companheirismo cresceu e a amizade que uniu o grupo continuará resistindo às intempéries da vida. Como já disse uma vez: VALEU!
Vigésimo Primeiro Dia
Apesar de tudo, morrendo de sono, estressados com o final da viagem, na expectativa de reencontrar os entes queridos que nos aguardam de volta (esperamos que ainda nos aguardem! ), todo mundo estava pronto por volta das 5 horas. Saímos, colocamos combustível e, com o Luciano na frente, fomos rapidamente nos aproximando de Tacuarembo. Mais combustível, mais estrada e o dia foi rendendo. Aduana uruguaia com passagem muito rápida e, do lado brasileiro, nem vimos! Paradas ágeis no Brasil, com mais frentistas para atender, fomos progredindo bem. Mas depois das 13:30 – 14:00 hs me bateu um cansaço insuportável. Como , apesar de cansados, todos queriam seguir e eu, avaliando minha situação particular com bom senso e percebendo que seria perigoso demais prosseguir, resolvi parar e descansar, chegando amanhã com mais calma e mais descansado. Aproveitei uma parada para esperar o carro de apoio e comuniquei ao Luciano e depois a todos a minha decisão. Eu estava realmente sem condições de prosseguir e, muito chateado, despedi-me desta turma espetacular e parei em Carazinho, num hotel próximo à estrada. Telefonei para casa, tomei banho, cochilei por perto de 1 hora, coloquei a escrita em dia, jantei por volta das 19 horas e , amanhã, mais descansado, na nova situação de vôo solo, sairei direto para Balneário Camboriú para almoçar com a família e matar as saudades depois de mais de 20 dias de estrada.
A viagem vai acabando para todos mas vai ficando uma sensação de dever cumprido. Todos bem, uns mais ansiosos que outros, todos sem dinheiro, todos cansados, todos felizes.
A viagem a Ushuaia nos mostrou que é muitíssimo mais que um desafio: não é só a distância – imensa - que faz você se cansar ao extremo; o vento teima em querer nos derrubar ininterruptamente, o frio nos maltrata contínuamente, a chuva,a neve,o rípio ( este parecia o mais difícil e hoje não assusta mais nenhum de nós), os dias muitos longos e noites muito curtas que vão minando a resistência física ( você quer sair cedo mas acaba indo dormir muito tarde, enganado pela tarde que quase não acaba ). Aliás, em Ushuaia, como pude observar, há sempre uma pequena claridade no horizonte, não chega a escurecer completamente. As motos se desgastam muito, tanto que, apesar de todas terem partido de pneus novos, 4 trocaram o pneu traseiro e as outras chegarão com eles na lona. Nosso ritmo de viagem foi delirante ( 12.000 km em 21 dias não é fácil! ). Nosso convívio foi ótimo, apesar do cansaço e da ansiedade, normais num período tão grande de afastamento de casa. Não há o que fazer, cada um do seu jeito vai levando e controlando seus sentimentos e os outros têm que procurar entender. Isto desgasta um pouco , fica um certo nervosismo no ar. Mas nosso grupo permaneceu coeso, alegre, unido, até que eu saí por cansaço e , com certeza, na próxima terça-feira estaremos no Gika’s , mais descansados, relembrando nossa epopéia.
Aproveito para agradecer a todos pela companhia que me proporcionaram, pelo carinho com que me trataram, pelos vários auxílios que me deram, pelos momentos de alegria que me fizeram chorar de tanto rir, pelos inúmeros gestos de delicadeza que sempre estiveram presentes. Peço desculpas por qualquer palavra ou ato ou gesto que possa ter proferido ou praticado sem intenção e por qualquer coisa que tenha escrito que possa ter desagradado algum dos meus companheiros. Tenho certeza porém, que estes pedidos de escusas são formais e que ninguém tem nada a perdoar a ninguém e, juntos, todos temos a agradecer a alguma força maior que nos conduziu em paz e segurança por estes caminhos tão difíceis.
Arriba! Abajo! Al centro! A dentro!
E uma salva de uma palma para comemorar o feito!
Antes de terminar tenho um caso para contar e espero que o personagem não identificado, do qual tenho uma fotografia da careca ao por-do-sol, não se zangue. É o seguinte:
Numa padaria em Caleta Olívia fomos comprar pães e doces para o café da manhã do dia seguinte. A ver alguns doces em um balaio o cidadão falou para a mocinha que atendia, em seu sofisticado espanhol:
-Quiero doce!
-Senhor! No tengo doce, solamente siete! Respondeu a moça.
- Mas eu quiero doce!
-Solo siete, senhor!
-Doce!
-No ay, senhor!
Até que descobriu que “doce” em português é igual a “dulce” em espanhol; e “doce” é um número que aqui chama-se doze!
Perdoem o meu espanhol escrito mas acho que dá para entender o desentendimento e o porquê de todos morrerem de rir, na hora e quando lembram do caso.
Valeu!
Vigésimo Dia
Saímos as 7:30 hs de Santa Rosa, um “cidadão”. Aparentemente sofisticada, com imensos cassinos, muitos jardins, numa zona rural de grandes plantações da Argentina. Os girassóis enfeitam a estrada de ambos os lados. Muito gado também. Uma região plana de grandes retas. Isso rendeu muito no início mas depois, com o cansaço, aumentamos o número de paradas. Além disso a estrada, muito mais freqüentada por caminhões e veículos de carga, começa a se tornar mais complicada conforme vamos nos aproximando de Buenos Aires. Nossa intenção era sair por Zarate e , entrando na Província de Entre Rios, na Argentina, seguir até Colon e atravessar a ponte sobre o Rio Uruguay na fronteira com o país homônimo. Chegaríamos então a Paysandu e seguiríamos para Tacuarembo. Bem, por erros de sinalização adequada e de placas – que informavam mal – erramos o caminho algumas vezes, perdemo-nos do carro de apoio, que foi parado e, multado, por passar em velocidade maior que a estipulada para aquela região . Mais à frente o Billy e o Sívio também foram parados e multados mas, com jeitinho brasileiro, conseguiram , alegando falta de dinheiro ( o que é verdade já que ninguém tem mais pesos argentinos) passar sem pagar. O carro de apoio não tinha dinheiro nem para o pedágio e, perdido de resto da turma, tiveram que arrumar um jeito de passarem numa das praças de cobrança. Felizmente, por sorte, acabamos nos reencontrando todos novamente!
É engraçado até, mas nas “estaciones de servicio” da Argentina normalmente há apenas uma pessoa para fazer quase tudo: coloca “nafta”, cobra em dinheiro ou vai passar o cartão de débito ou crédito, volta, atende outro e sai para pegar óleo para um carro que precise, cobra o café do bar anexo, vai atender o caminhão de combustível que chegou, etc., etc., e deixa todo mundo esperando. E todos na maior paciência! Para atender 7 motos e 1 carro de apoio acabamos perdendo 40-50 minutos em cada parada. Isto atrasa muito o ritmo de viagem e perde-se nos postos de gasolina o que se conseguiu ganhar em pista.
Com o atraso chegou a noite e resolvemos dormir em Paysandu. Estávamos procurando hotel, parando as motos na rua em frente a alguns quando apareceu um senhor, num carro de luxo marca Rover, com placa de Punta Del Leste, e disse ser proprietário de um hotel e, conversa vai, conversa vem, acabamos negociando ali mesmo e fomos ao tal hotel seguindo o carro. Que fantástico! Decoração espetacular num galpão reformado para virar um estabelecimento de luxo! E o proprietário, extremamente simpático, ficou conversando comigo e com o Billy até perto da 1 h da manhã, enquanto comíamos pizza e tomávamos cerveja. Originalmente o Sr. “Nacho” ( algo assim ) é um fazendeiro, criador de gado, mas tem outras atividades e agora está começando com hotéis ( este foi inaugurado há pouco mais de 1 mês ). Chama-se Hotel La Castellana e, apesar de todo o luxo, foi um dos mais baratos da viagem, graças à generosidade do Sr. Nacho. E ainda pagamos em reais, já que ninguém tinha mais pesos argentinos ou uruguaios ( alguns ainda tem chilenos mas na Argentina ninguém aceita).
Ficou combinado de estarmos sobre as motos às 5 h da manhã, para tentarmos fazer este “restinho” de viagem - perto de 1.400 km até Blumenau - no dia de amanhã.
Vamos tentar!
Décimo Nono Dia
Saímos no horário marcado, com muito frio e estrada alternando retas e curvas, de bom asfalto. Tocamos muito bem até Neuquen, cerca de 400 km. Aí, logo na entrada da cidade, vimos uma loja de pneus e, pergunta daqui, informa dali, um senhor nos conduziu a uma loja cujo dono tem uma moto “das grandes” e conseguiu 3 pneus traseiros novos para nós. Trocados os pneus das motos do Moreton, do Luciano e do Sérgio, todos felizes, saímos para recuperar o tempo perdido. Entramos em uma região de longas retas, cruzando uma região desértica , com poucos recursos, muito calor e grande probabilidade de pegar no sono, causa de muitos acidentes nessa zona. Velocidade de cruzeiro oscilando dos 140-160 km/h, nos primeiros 150 km a paisagem pouco mudou; após isso foi se transformando em uma região mais agrícola, com coloração esverdeada em muitos tons , com árvores maiores e muitas áreas de sombra na estrada e chegamos em Santa Rosa ás 21 horas, numa tarde de sol belíssima.
Encontramos um hotel enorme, bonito, logo na beira da rodovia e ficamos por ali. O problema deste grandioso hotel são as distâncias: cada corredor tem dezenas de metros e da garagem até o quarto, levando malas pesadas, percorremos 200 m, no mínimo. Cansa só de olhar! Parece corredor de transatlântico!
Jantamos e fomos dormir. Todos estão assanhados para retornar logo. Muita calma nesta hora! Amanhã teremos um outro dia cansativo, de muitos e muitos km.
Todos exaustos, fomos dormir!
Décimo Oitavo Dia
Após o almoço saímos o Doctor e eu para fazermos umas compras de “recuerdos”. Muitas compras depois, voltei, e fomos, o Moreton e eu, de táxi, com o pneu novo e a roda montada com o antigo e careca até um revendedor de pneus e fizemos a troca. Tudo certo, táxi de volta e fui colocar em dia a escrita da História de uma viagem a Ushuaia.
Mais à noite saímos e fomos tirar dinheiro com cartão de crédito e pagar a hospedagem . Compramos alguns vinhos e empanadas e fizemos a festa no hotel mesmo. Consegui colocar todas as minhas compras dentro da bagagem que levarei na moto e combinamos para onde iremos amanhã e que horário sair: destino Santa Rosa e prontos, sobre a moto, às 7 horas.
Vamos dormir!
Décimo Sexto Dia
Levantamos muito cedo e, sem café da manhã já estávamos em cima das motos às 6 da manhã. Saímos andando muito bem, sem vento , na nossa média básica de 130 – 140 km/h. A viagem estava rendendo até que, esperando que houvesse gasolina em um posto isto não aconteceu. Colocamos a gasolina do galão em nossas motos e deu 3 litros para cada um para fazer perto de 50 km. Foi quase um rally: todo mundo andando na velocidade que achava que seria a mais econômica, acelerando quase nada e vendo até onde poderíamos chegar. Cada um que ia ficando pelo caminho fazia sinal para que passássemos sem parar e íamos tocando nesta velocidade ultra-econômica e seguindo. Conseguimos chegar o Luciano e eu ao posto seguinte e o carro de apoio teve que encher o galão de vinte litros e voltar, socorrendo os demais. Foi interessante mas nos fez perder pelo menos 3 horas nesta bricadeira!
Após o descanso forçado no posto de gasolina até que todos estivéssemos reunidos novamente aceleramos firme contra um vento miserável até Caleta Olívia, na beira do Oceano Atlântico, num dia de muito sol e da volta do calor. O pessoal da cidade, nesta bela tarde de domingo, estava voltando da praia e o trânsito estava intenso.
Como de costume ao chegarmos às cidades que vamos dormir, paramos num posto de gasolina, enchemos os tanques das motos e vamos, em 2 ou 3, procurar hotel. Neste dia encontramos um senhor que conhecia o grupo dos PHD de Blumenau, que estivera ali poucos dias antes e ele nos arrumou hotel, trouxe pizzas ( é dono de uma pizzaria) e cervejas. Antes de jantarmos , porém, ainda deu tempo de irmos a um banco tirar dinheiro, passar em uma “panaderia” para comprar alguns pães para o dia seguinte ( neste hotel, no horário que pretendíamos sair, a dona nos ofereceu apenas café mas falou que poderíamos levar pães para acompanhar o desjejum, se quiséssemos ), e dar uma passeada na avenida beira-mar. Muito bonita a cidade e com muito movimento de jovens de todas as idades no calçadão que bordeja a praia de areia escura, formada de seixos rolados, com água congelante.
Comemos s pizzas, tomamos as cervejas e fomos arrumar as coisas para dormir. Antes disso, porém, conseguiram com a dona do hotel que colocássemos todas as motos no saguão do hotel para passarem a noite em segurança. Encheu toda a recepção! Ninguém passava! Mas fomos dormir tranqüilos pois nossa companheiras estavam bem acomodadas…
Décimo Quinto Dia
Após o descanso no hotel saímos para passear na bela cidade de El Calafate ( calafate é o nome de uma fruta silvestre usada para licores e também para comer, mas não nesta época do ano ) e aproveitar para fazer algumas compras pequenas e de coisas mais típicas da região. No final da tarde, depois de muitas fotos, passamos num supermercado e compramos vinho que junto com alguns sanduiches que mandamos preparar levamos para o hotel e , enquanto arrumávamos as bagagens nas malas ( difícil!) comemos e bebemos. Tarde da noite e com horário de saída fixado para as 6 horas da manhã fomos dormir.
Falando em dormir eu sempre tive dificuldade de dormir com barulho em volta ou claridade – nesta viagem o cansaço é tanto que nem lembro de apagar a luz ou saber se a televisão está ligada ou não. O Billy e eu estamos sempre no mesmo quarto e um não atrapalha o outro porque é só deitar que o sono vai até o horário que o despertador toca ou o vigia da noite vem bater na porta. Claro que cerveja e vinho também têm contribuído para este sono pesado!
Amanhã tem mais!
Décimo Quarto Dia
Ano Novo, vida nova!
Isto não vale por aqui! Levantamos cedo, tomamos café, arrumamos as coisas na moto e o carro de apoio não pegou – a bateria acabou! Chupeta aqui, empurra dali e , enfim, ligou. Efeito do som ligado ontem à noite. Saímos em direção a El Calafate e pegamos ventos novamente em campos espraiados com montanhas bem distantes. Chegamos em El Calafate, uma bonita cidadezinha tipo Gramado ou Canela por volta das 14 horas e fomos logo em seguida ao Glaciar Perito Moreno. Estrada cheia de curvas, junto a lagos de coloração verde-esmeralda e chuva e frio após a entrada do parque. De repente aparece o grande espetáculo! Uma maravilha que vale a pena ser vista e admirada. Próximo ao Glaciar, de barco, pudemos observar a grandeza deste fenômeno da natureza: um rio congelado, colossal, desembocando numa bifurcação provocada por um paredão rochoso que parece enfrentá-lo e dividi-lo em dois e, com isso, separando-o em duas muralhas de gelo de perto de 60 metros de altura e algumas muitas centenas de metros de largura que, progressivamente, vão despencando e causando um estrondo absurdo! Um cenário grandioso e inesquecível! Só a natureza, em toda sua grandeza e perfeição nos poderia proporcionar coisas assim…
Após o passeio retornamos a El Calafate e, sob chuva fomos procurar alojamento. Encontramos uma hospedaria muito agradável e nos acomodamos. Preparamo-nos para sair e optamos por pegar táxi pois chovia muito e trocáramos de roupa. Fomos a um “tenedor libre”. Os chineses dominaram o ramo das churrascarias por aqui e organizaram os restaurantes da sua maneira. Mas comemos muito bem e fomos dormir logo. Amanhã optamos por ficar por aqui, passear a pé ou dormir, dependendo da vontade de cada um. A cidadezinha, apesar de pequena, tem um aspecto sofisticado e agradável, com muito vento mas relativamente abrigada por pequenas elevações ao redor da zona central.
Os hotéis de toda esta região sul da Argentina e do Chile, sem exceção, tem aquecimento da água e calefação, ficando até desconfortável o calor em alguns locais internos. Mas para quem chega de fora, num primeiro momento, é uma maravilha! Os custos também tem girado, num quarto para dois, por volta de R$ 50,00 a R$100,00 por pessoa , por noite, quase sempre com café da manhã. O desjejum normalmente inclui media-lunas, um suco de alguma coisa, pão de forma , queijo e presunto e café com leite. Pelo menos até agora, em termos de frutas, a oferta foi quase nula. Mas a simpatia do pessoal compensa estas coisas e temos encontrado muitas pessoas amáveis por aqui. Outra coisa é a quantidade de turistas: temos conversado com americanos, franceses, belgas, italianos, alemães, muitos brasileiros, e alguns outros de língua e origem não identificados. Muitos destes também são motociclistas mas outros estão viajando em ônibus convencionais, outros de bicicleta e também os mais normais, de avião. É uma deliciosa mistura estrangeira, uma Babel organizada e civilizada, numa terra originariamente hostil, ventosa, difícil, implacável. Os primeiros habitantes enfrentaram situações críticas para poderem aqui se estabelecer e conseguiram fazer de toda esta região um lugar possível do lado interno das edificações. Do lado de fora o duelo homem-natureza é cotidiano e constante! A natureza não dá tréguas!
Vamos ver amanhã o que nos espera!
Décimo Terceiro Dia
Hoje acordamos cedo e fomos logo tomar café pois tínhamos o compromisso de ir a Torres Del Paine. O ônibus chegou no horário e saímos recolhendo outros passageiros que também compraram o pacote. Em pouco tempo estávamos a caminho da Cueva Del Milodon ( uma caverna onde foram encontrados fósseis de uma espécie de preguiça gigante, o tal do Milodon ). Muitas fotos e seguimos em frente. Depois, via rípio, seguimos para o Parque de Torres Del Paine onde fizemos várias caminhadas e tiramos muitas fotos mais, de lagos, cachoeiras e das torres de pedra que formam o complexo conhecido mundialmente. Vimos paisagens muito bonitas e somente foi pena ter feito um dia nebuloso, encoberto, que não permitiu uma visão das torres integralmente. Mas o dia foi bem aproveitado mesmo assim. Todos os que foram não se arrependeram! Almoçamos em um hotel que tem um restaurante excelente, imenso. Por volta das 19 horas estávamos em Puerto Natales novamente. Fomos a uma carniceria aberta e compramos meio cordeiro patagônico, parrilla temperada para assar, cerveja e Pisco. Voltamos ao Hostel Natales, onde estávamos hospedados, acendemos a churrasqueira e fizemos uma festa brasileira, com música tipo sertanejo universitário ( do carro de apoio) em plena patagônia chilena! Um casal jovem , de São Paulo, jantou com a gente. Um motociclista belga de 72 anos, diretor de teatro e casado com uma atriz , dono de uma BMW GS 650 cc., também esteve presente e prometeu nos visitar em setembro ou outubro de 2010, em Blumenau. Prometi um churrasco à brasileira para ele.
O Moreton documentou tudo e foi o repórter da noite – vamos esperar para ver o filme!
Bebemos muito, rimos muito e fomos dormir , trêbados de sono e cerveja, já em 2010.











